Apreensão. Essa é a definição para o momento que a iniciativa privada vive em relação aos dois principais eventos que o Brasil nesta década: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Uma pesquisa feita pela Deloitte (empresa que presta vários serviços, dentre os quais consultoria), juntamente com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), apontou a expectativa e as ações do mercado diante de tais desafios.
O investimento financeiro para a Copa de 2014 está estimado em R$ 60,8 bilhões (de acordo com os valores divulgados pelas cidades-sede), sendo que São Paulo é responsável por R$ 33,4 bilhões do montante. Rio aparece em segundo na lista, com R$ 11 bilhões. Já para os Jogos Olímpicos, uma variedade de valores foi jogada, variando de R$ 3,3 bilhões a R$ 90 bilhões. O valor mais concreto, até o momento, é de R$ 30 bilhões. Como base, Londres espera investir, para os Jogos de 2012, US$ 13,7 bilhões (aproximadamente R$ 24 bilhões), sendo 64,2% oriundos do setor público.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) acredita que o valor investido nos eventos será sobreposto por mais de R$ 100 bilhões de riquezas para o País até o ano de 2027. Já a iniciativa privada não confia que o valor estipulado será o gasto. Para 75%, as despesas serão muito acima do que foi dito até o momento.


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